Candidaturas de mujeres y acciones afirmativas de financiamiento electoral en Brasil
Este artículo analiza la transformación del sistema de financiación política en Brasil, que pasó de un modelo predominantemente privado (con cerca del 95 % de los fondos provenientes de personas jurídicas) a uno esencialmente público a partir de 2017. El cambio fue provocado por la decisión del Supremo Tribunal Federal (STF) de prohibir totalmente las donaciones corporativas en respuesta a diversos escándalos de corrupción. La prohibición generó una escasez de recursos que se compensó con la inédita creación del Fondo Especial para la Financiación de Campañas (FEFC), consolidando la dependencia de los recursos públicos junto al ya existente Fondo Partidario. El estudio traza el panorama establecido tras las elecciones de 2018 y 2022, centrándose en las políticas afirmativas para mujeres implementadas a través de este sistema de financiación. La hipótesis de este artículo sostiene que, si bien las políticas para mujeres son indispensables y necesarias, aún enfrentan barreras para alcanzar su plena eficacia.
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